sexta-feira, 27 de março de 2009

Louboutin no Iguatemi


Inaugurou na 3a feira a 1a loja Louboutin no Brasil. Mais precisamente no Iguatemi, onde ficava a loja Burberry's, em frente ao Vuitton.

Mais dicas de Páscoa- K&D Ideias Legais



K&Dideias legais

Não dá para deixar de conhecer.

Num prédio sem nome na porta, na Rua Silvânia esquina com a rua Marcos Lopes, em Vila Nova Conceição, fica a pronta entrega da K&D.

Na Páscoa, a maioria dos coelhos que enfeitam as vitrines de São Paulo e do Brasil todo vem de lá, com a diferença de que lá você paga o preço de custo do produto. No Natal as peças natalinas são puro encantamento- árvores de todos os tamanhos e enfeites para todos os lugares e para todos os gostos.Em época fora de feriados merece destaque a linha de rattan.

Para os que não moram em São Paulo, um consolo. A loja entrega em todo o Brasil.
Qu
(http://www.k&dideiaslegais.com.br/)

Rua Silvânia, 232 Vila Nova Conceição CEP 04513-000 São Paulo - SP

Páscoa- Dica para um almoço de última hora delicioso!



La Vera Pasta

Se você for ficar em São Paulo e resolver, de última hora, fazer um almoço de Páscoa, La Vera Pasta é a solução (aliás, não só na Páscoa mas sempre!).

Além das massas, quiche, risotos e outras delícias salgadas, as sobremesas também são divinas, principalmente a torta de gianduia- minha favorita.

Para os que quiserem dar uma incrementada no almoço vale a pena encomendar o ravioli em formato de coelhinho Com isso, basta usar a criatividade para uma salada bem bacana e pronto.

Bom apetite!

Rua Canário 501, Moema. Telefone 5051-3912CEP 04521-001 São Paulo – SP

www.laverapasta.com.br



Rímel Oscillation


Já vai desembarcar por aqui o rímel oscillation, da Lancôme. Um espetáculo. Para quem estiver de viagem marcada vale a pena se antecipar e trazer logo um. Os cílios ficam enormes e separados graças a um motorzinho. Simplesmente bárbaro!

segunda-feira, 23 de março de 2009

Outra dica delícia: é tempo de atemóia!

As atemoias chegaram nas prateleiras dos supermercados e estão uma delícia.
Haja apetite!

Sorvete Mil Frutas- Das boas coisas da vida!

Delícia do dia: para os que não conhecem vale a pena experimentar o sorvete de goiabada com queijo do Mil Frutas, logo ali, no shopping Cidade Jardim. Das boas coisas da vida!!!!
E para as chocólatras (como eu) de plantão o de gianduia é de comer de joelhos.
Agora quer uma notícia melhor ainda? Os sorvetes de lá não levam gordura hidrogenada. Para comer sem culpa!!!
Delicie-se!

domingo, 22 de março de 2009

Vamos aderir- Bikes nas Estacoes de Metro

Adorei a matéria que saiu hoje, na Revista da Folha, divulgando os bicicletários das estações de metrô, em São Paulo. Superiniciativa da ONG Parada Vital que tem tudo para ser um sucesso absoluto, principalmente se a Prefeitura, sempre tão engajada em dar uma cara nova (e limpa) para a cidade, criar ciclovias e meios dignos e seguros aos ciclistas .

Vivemos pedindo melhorias e rezando por um milagre capaz de diminuir os engarrafamentos. Em vão, reclamamos do rodizio embora reconheçamos a sua importância (afinal ,tem que ter um motivo muito justo para, uma vez na semana, a maioria dos mortais que, como eu, não têm um "carro do rodizio", se virar nos 30 para dar conta de tudo o que tem para fazer das 7 às 17hs- mesmo com filhos saindo da escola às 18hs, compromissos de trabalho em horários aleatórios etc etc e tal.

O pontapé inicial foi dado. Tomara que a partir de agora muitas pessoas passem a aderir ao aluguel das bikes- tão importante para desafogar o trânsito caótico da cidade e também para melhorar a qualidade de vida dos seus habitantes.

Hello, Prefeitura, a bola agora é sua! Vamos provar para o Brasil todo que São Paulo pode ser como várias cidades de 1o mundo!

Livrarias- A importância do bom atendente!

Adoro ler. Livros, revistas, jornais, sites e blogs. Me divirto imensamente. Melhor, é lógico, quando o tema é interessante e bem escrito.

Minha mãe é bibliotecária e me ensinou, ainda pequena, que um bom livro é capaz de nos levar aos lugares mais distantes. Pura verdade.

Quase todo sábado eu, meu marido e nossas filhas caminhamos até uma livraria perto de casa. Além de ter um ótimo acervo (para pequerruchos, inclusive), tem um café delicioso. Quando o tempo não está lá 'grandes coisas' passamos horas e horas entre pilhas de livros e xícaras de expresso. Inevitavelmente saímos carregados de sacolas. As meninas também se divertem e criam um vínculo maior com a leitura. Identificam-a com lazer. Uma coisa prazerosa.

Agora, uma dica que faz toda diferença na hora de escolher uma livraria para se tornar frequentador assíduo: veja se os atendentes são mesmo apaixonados por livros e se entendem do assunto.

Com o boom das mega livrarias, o papel do livreiro, dono da livraria que está sempre presente indicando livros de acordo com a necessidade do cliente praticamente acabou. Muitas vezes (e infelizmente) somos atendidos por funcionários mal treinados, incapazes de indicar um título que seja. Estão ali, basicamente, para indicar as seções. Quando muito, sabem de cor o título de um livro que acabou de ser lançado, mas a maioria esmagadora é incapaz de formular qualquer opinião. A razão é simples: Eles não leem. O mais comum são frases como: "Disseram que é muito bom". "Está saindo bastante". Nada muito além.

Mas nem tudo está perdido. Ainda existem livrarias que se preocupam com o atendimento que oferecem. A Livraria da Vila é uma delas. Para livros infantis, a da Lorena costuma ser a minha favorita. Incrível como indicam bem! Outra livraria que eu superindico e adoro é a FreeBook. Impossível não sair de lá com o que você estiver procurando e com vários outros títulos que você sequer imaginava. Um verdadeiro achado.

Livraria da Vila: Al. Lorena, 1731, Jardins.Tel.3062-1063
www.livrariadavila.com.br

Freebook- 3256-0577

segunda-feira, 16 de março de 2009

Crise Moral - a pior de todos as crises!

Pior do que a crise econômica que assola o mundo, a crise moral, sem fazer grande alarde,cada vez faz estragos maiores. Incalculáveis.

A moral, os princípios, a ética já não ocupam lugar na base da pirâmide. Os valores estão invertidos. Os pilares de sustentação estão enfraquecidos. E isso é grave!

É triste constatar que, para muitos, as pessoas deixaram de valer pelo que são e passaram a valer pelo que tem. É uma vergonha, mas essa realidade é cada vez mais nítida em todos os lugares, sem distinção, inclusive, de faixa etária.

As crianças de hoje tem nome e sobrenome e supervalorizam bens de consumo.

Vivemos, infelizmente, uma época em que o ter se sobrepõe ao ser. Muitas pessoas estão mais preocupadas com a aparência do que com a essência do próximo.

Diante desse cenário, a crise econômica não parece nenhuma surpresa nem causa estranheza. Como poderia ser diferente? Num mundo onde todos querem TER e não medem esforços para alcançar os objetivos, o que poderia acontecer senão entrar em crise?

Não sou economista, filósofa nem educadora.

Sou filha de pais muito sérios que me ensinaram, ainda pequena, que "mais vale um amigo do que cem vintém".
Sempre ouvi que o único legado que eu receberia seria a minha educação.
Aprendi a respeitar o próximo tão cedo quanto aprendi a andar. Fiz amizades verdadeiras que duram até hoje, mas conheci, também, ao longo da vida, muitas pessoas com valores bastante diferentes dos meus. Essas, prefiro chamar de "conhecidas".

Sou mãe de duas meninas (ainda crianças) e tento, diariamente, passar valores sólidos e éticos para elas. Sei que elas não entendam muito bem o motivo de tantas conversas "aparentemente despropositadas" , mas tenho certeza de que essas são as sementes que estou plantando para amanhã semear adultas seguras, de conduta moral inabalável.

Todos nós devemos fazer a nossa parte para solucionar a crise moral que é, sem dúvida, muito mais grave do que qualquer crise econômica!
Ontem almocei fora com meus pais, que passaram o fim de semana aqui, meu marido e nossas filhas. O dia estava lindo. O restaurante cheio e animado. A comida deliciosa, o ambiente descontraído. Nossa mesa tinha uma posição estratégica- dela acompanhávamos todo movimento - quem entrava e quem saía.
Das várias pessoas que chegaram, um grupo chamou a minha atenção. Um senhor carregava seu porta vinho, que parecia conter duas garrafas dentro.
Sei que alguns têm o hábito de levar vinhos aos restaurantes que frequentam. O engraçado é que essas pessoas acham sempre que estão abalando. Se o "porta vinho" for Vuitton então nem se fala. Sentem-se a última bala do pacote.
Não estou aqui para julgar ninguém mas acho essa atitude uma tremenda falta de delicadeza. Apesar de muitos restaurantes admitirem a prática, acho um horror!
Ninguém é obrigado a sair para almoçar ou jantar fora. É uma opção de cada um. Mas se ficar decidido que o programa será esse, que seja completo. Com um dos vinhos da carta do restaurante, porquê não?

Beber com amigos é uma delícia. Abrir uma garrafa especialíssima para celebrar a vida é mais do que justo. Mas se a garrafa for da sua adega, convide os amigos para ir para sua casa. Faça uma massa, um risoto, um peixe, dependendo do que combinar melhor com o vinho escolhido. Se você não sabe/não gosta/não quer cozinhar, contrate alguém para fazer isso por você ou combine com um dos amigos do grupo. Com certeza o programa será delicioso!

sábado, 14 de março de 2009

Opções de lazer grátis em São Paulo- www.catracalivre.com.br

Esta dica é para anotar no caderninho, gravar em favoritos no computador e checar sempre.
Muitos reclamam da falta de opções de programas grátis em São Paulo, mas poucos conhecem o site www.catracalivre.com.br.
Um verdadeiro achado e, melhor, um tapa com luva de pelica nos que reclamam da falta de programação gratuita.
São Paulo não pára nunca. A vida cultural aqui é agitadíssima e, para felicidade geral, exite, sim, um leque enorme de opções sem custo nenhum.

sexta-feira, 13 de março de 2009

A Moda no Cenário Atual - Nova (e dura) Realidade

O fato é incontestável. O mundo está em crise e ser consciente dessa realidade é o que está em voga no momento.
A temporada de desfiles Inverno 2009/10 deixou um recado claro: Não é hora de ostentar.

Apesar de algumas marcas (pouquíssimas) terem mostrado cores vibrantes, a grande maioria preferiu apresentar coleções coerentes com o cenário econômico atual. Cores sóbrias, peças atemporais. Roupas que podem ser usadas hoje, amanhã, no ano que vem e até no outro, por quê não?

Karl Lagerfeld falou em "nova modéstia". Outros chamaram de "nova austeridade". Pode até ser, mas o que se vê é o reflexo de uma nova (e dura) realidade. O mundo está mais pobre!

Hoje, gastar fortunas em roupas, bolsas e sapatos que serão "aposentados" brevemente já não faz sentido. It bags, it shoes e its em geral tendem a perder espaço para peças clássicas, eternas. Melhor apostar numa Chanel 2.55 do que em vários últimos modelos que amanhã estarão "datados". Clássico é clásco sempre. Não sai de moda.

Coerência e solidariedade são duas palavras que devem pautar todas as decisões de compra. Pelo menos por enquanto. E isso não é o fim. Vasculhar o baú da vovó pode ser divertidíssimo, sem falar que tem tudo para render looks incríveis, muitíssimo originais e totalmente exclusivos. Use a criatividade e saia por aí linda e bela. Melhor: sem nenhum risco de encontrar alguém igual!

quinta-feira, 12 de março de 2009

Pylones Brasil - Parada obrigatória






Acabou de inaugurar no shopping Iguatemi a marca francesa Pylones. Cheia de novidades encantadoras e com preço acessível (importantíssimo, ainda mais em época de crise, não é?) a marca, capaz de transformar os objetos mais óbvios em sonho de consumo não poderia ter escolhido melhor momento para abrir suas portas.

Em meio ao sombrio cenário econômico atual, nada melhor do que levarmos para dentro de nossas casas cor e diversão, nem que seja na forma de espátulas de bolo (amei uma que o cabo é um cachorro deitado), escovas de cabelo, canetas, escovas, guarda-chuvas (o de gatinho é incrível!) infinitas outras coisitas apaixonantes.

Ótima dica de lugar novo para presentear com humor!!
Passa lá e confere.

Pylones
Shopping Iguatemi- piso térreo.

terça-feira, 10 de março de 2009

Rio de Janeiro e São Paulo- Diferenças entre as duas cidades

Se Rio de Janeiro e São Paulo fossem duas mulheres, provavelmente seriam duas irmãs bem diferentes, mas com alguma coisinha em comum.

Alguns identificariam as semelhanças logo de cara. Outros, talvez, demorassem mais para notar qualquer traço parecido. Por fim, teriam aqueles que não se conformariam com o parentesco, porque, por mais que tentassem, jamais reconheceriam uma na outra.

Sou carioca e moro em São Paulo há 4 anos. Vira e mexe me vejo comparando as duas cidades, seus habitantes, costumes, o modo de viver, de falar, de levar a vida.

Como tudo na vida, as duas cidades têm vantagens e desvantagens. Prós e contras.

O Rio seria a irmã despojada, que acorda e sai de cara lavada. Que adora sol e não reclama do calor, mesmo que tenha que ir trabalhar no centro da cidade. Verão é a melhor estação do ano. Dia nublado, cinza, "beige" dá uma preguiça... O Rio é colorido e o céu azul, um presente de Deus.

São Paulo seria a irmã mais séria. Aquela que só sai de casa quando tem certeza de que está tudo nos trinques. Cabelo penteado, bolsa combinando, sapato apropriado e maquiagem em dia. Mesmo que esteja de roupa de ginástica. Para ela a temperatura ideal é sol com frio. Qualquer estação pode ser boa, desde que não faça calor. Os dias cinzentos não atrapalham a sua rotina. Ela já se acostumou...


Curiosidades sobre os paulistanos:


Usar roupa de ginástica mesmo que não seja para ir a ginástica é uma característica super "local" e muitíssimo prática. Eu adoto várias vezes, principalmente quando não estou com paciência/tempo/ vontade de pensar em que roupa usar logo de manhã e não tenho nenhuma obrigação específica. Um exemplo: ir ao mercado e depois levar as filhas para o clube. Pronto. Roupa de ginástica é perfeito!


Outro dia me disseram que o céu de São Paulo é como se tivesse insulfilme. Fiquei arrasada. Mas para os paulistanos isso é perfeitamente normal. Não incomoda.

Aliás acho que maioria dos paulistanos não gosta de calor. Notei que reclamam (horrores!) e têm sofrido loucamente nos últimos dias. Muitos acham que, se não é para estar na praia, melhor que faça frio e possam se cobrir com casacos. Acho que a raíz desse pensamento está láaa atrás. Hoje, não entendo o motivo. Pelo menos não por parte dos que tem piscina e ar condicionado em casa. Sem falar que no calor dá para fazer muito mais programas a ar livre...

Mas o frio também tem as suas vantagens e uma dela é que apetece.Talvez essa seja uma das razões que faz com que aqui tenha restaurantes tão bons. E, talvez, pela razão inversa, a melhor sorveteria de SP (e do Brasil), o Mil Frutas, seja carioca. O calor pede sorvete!

Outra curiosidade que me diverte. Apesar do paulistano ser mais formal, aqui ninguém chama ninguém pelo nome, só pela primeira sílaba e, salvo raras exceções, as duas primeiras. Daniela que "Dani" (mas pode perfeitamente virar "Dã"). Fora isso, Maria vira "Ma", Flávia vira "Flá", Monica vira "Mô" e por aí vai. Não pensem que isso só vale para nomes femininos. Nada disso. Pedro vira "Pe", Eduardo vira "Du" ou "Edu", Gustavo vira "Gu".

Caso você tenha o seu filho aqui, pense antes no apelido que ele vai ser chamado. Se você não gosta de "Bê", não escolha o nome Bernardo. Se não gosta de "Tá"não escolha Tatiana. Escolha o nome e o apelido ao mesmo tempo para depois não se arrepender.

Agora um detalhe importantíssimo: nunca chame São Paulo de sampa. Isso é coisa de quem, definitivamente, não é daqui.

Já aprendi!

p.s_ Melhor dos mundos?? Poder aproveitar o que cada cidade oferece de melhor. E são muitas coisas!!!

quarta-feira, 4 de março de 2009

Delírio, ou nem tanto delírio assim... Uma questão de princípio

Hoje li uma crônica que chamou a minha atenção.

O autor contava sobre uma palestra que fez para um púbico mais velho onde que começou seu discurso comentando o fato de todos ali estarem numa fase da vida em que não precisavam mais ser úteis.

Comoção geral. Tumulto. Todos falavam ao mesmo tempo. Uns diziam que cuidavam do jardim, outros que faziam colchas de retalhos e por aí adiante. Todos se sentiram insultados.

Pouco depois, acalmados os ânimos, o autor palestrante continuou. A reação era esperada. Ele havia instigado a platéia de propósito. Sabia muito bem o lugar que queria chegar. Foi então que comparou a utilidade de uma vassoura à inutilidade da Sinfonia de Bethoven e perguntou como todos gostariam de ser lembrados.

Aos poucos, sorrisos começaram a brotar. Todos entenderam a poesia da comparação e saíram de lá mais felizes.

Resolvi escrever este texto porque, por coincidência, ontem encontrei uma amiga no supermercado que me disse que estava se sentindo um pouco inútil exercendo "apenas"o papel de mulher e mãe. É incrível a quantidade de culpa que acumulamos ao longo da vida. Estamos sempre nos sentindo em dívida com alguém ou com alguma coisa. Muitas vezes, conosco.

Sou mãe e desde que mudei para São Paulo há 4 anos, não trabalho fora. Sou advogada mas não exerço a profissão. Cuido da minhas filhas e, nas horas vagas, escrevo, o que amo fazer.

É engraçado mas existe um preconceito enorme em relação às mulheres que não trabalham fora. Alguns nos chamam de "dondocas", mesmo aqueles que nunca nos dirigiram a palavra.Outros nos acham "incompetentes" e, por fim, é claro, tem os que nos acham inúteis. Ninguém saber se somos formadas, pós graduadas, o motivo pelo qual não trabalhamos nem quantas linguas falamos. Puro preconceito na sua forma mais simples.

Esse estigma paira sobre nós, mulheres que não trabalham fora, como um fantasma. Será que estamos perdendo um tempo precioso e que depois estaremos "velhas" para voltar ao mercado de trabalho? Será que algum dia vamos voltar a trabalhar? E se ninguém nos der emprego? Quantas de nós não gastou verdadeiras fábulas discutindo essas questões com analistas? E, pior, quantas não perderam valioso tempo com os filhos por estarem angustiadas demais?

Digo isso porque já me senti assim. Na verdade várias vezes.

Mas são situações como a que vivenciei hoje que me dão tranquilidade de continuar o "trabalho em casa" que tenho feito.

Minha filha de 6 anos chegou da escola contando que "se tirou" do clubinho que fazia parte porque "as sócias" decidiram que nenhuma das integrantes poderia brincar com determinada menina. Ela disse que gostava muito da tal amiga e que se para fazer parte do tal clubinho não poderia brincar com quem bem entendesse, preferia ficar de fora.

Fiquei orgulhosa da sua atitude corajosa. Ela não se intimidou com a ameaça. Foi sincera e coerente com seu pensamento. Achou injusto o sistema e saiu.

Quando ela acabou de contar a história me senti melhor do que quando recebia o contracheque no final do mês, na época em que eu trabalhava fora. Naquele momento me senti recompensada.

Hoje ela é uma criança de 6 anos. Amanhã será uma adulta com valores éticos e morais sólidos. Formar um adulto de caráter é um trabalho que não tem preço.

A verdade é que nós, mães, trabalhando fora ou não somos parte importante no processo de formação de nossos filhos. O nosso papel ninguém pode desempanhar. É indelegável. Devemos procurar ser tão competentes como mães como procuramos ser como profissionais. E que cada uma de nós, a sua maneira, faça o seu melhor. Assim estaremos contribuindo - e muito- para um mundo melhor!