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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Delírio: Castelos de Areia



Mais uma semana de férias. Que delícia. Pena que aqui em SP está frio e chovendo sem parar.

Gosto de férias com cara de verão, mesmo que seja no auge do inverno. Gosto de sol, de céu azul, de mar. Gosto de água, de brisa, do cheiro da grama cortada. Gosto da liberdade que o calor proporciona. Andar descalça sem sentir frio nos pés. Usar regata, sem precisar de casaco. Calçar sandálias, sem a preocupação de que mais tarde vai esfriar.Prefiro filtro solar do que hidratante. Chapéu de praia do que gorro. Havaianas do que bota. Vestido solto do que manteaux.

No calor, a vida fica mais simples. Na praia, somos capazes de reconhecer vários sentimentos.

Construímos castelos com nossas próprias mãos e mesmo que eles desmoronem (às vezes acontece), reconstruímos e ficamos felizes. Aprendemos a importância de nos reerguer e seguir em frente. Experimentamos o gosto doce da vitória e do picolé. Nos deliciamos. Cavamos buracos fundos na areia. Ficamos alegres quando se enchem d'água. Que conquista quando construímos verdadeiras piscinas à beira do mar. Pulamos onda. Fugimos da água gelada. Vencemos o frio. Mergulhamos. Sentimos orgulho. Levamos caldos. Nos assustamos. Aprendemos a importância da humildade. Reconhecemos nossas próprias limitações. Mergulhamos de novo. Ficamos atentos as ondas maiores. Corremos. As ondas nos alcaçam. Corremos mais rápido. Chegamos ilesos na areia. Conquista. Felicidade. Deitamos na toalha quentinha e nos sentimos felizes da vida. O sol esquenta e aquece a alma. Alegria. Merecimento. As ondas vão e vem. Me lembro da minha avó querida que sempre comparava a vida ao mar. Às vezes está tudo calmo. Outras, aparecem marolas. De vez em quando, uma onda inesperada nos derruba. Precisamos ser fortes. Prendemos a respiração. Levantamos. Ficamos de pé. Nas épocas de ressaca é difícil enxergar o sol no céu. Mas ele sempre aparece e o mar se acalma. Tudo ao seu tempo. Refletimos. Observamos. Mergulhamos novamente e agradecemos a Deus por tudo. Colocamos nossa vida na mão de Deus. Abandonamos. Pedimos fé. Agradecemos de novo. A cada dia basta o seu cuidado.

terça-feira, 10 de março de 2009

Rio de Janeiro e São Paulo- Diferenças entre as duas cidades

Se Rio de Janeiro e São Paulo fossem duas mulheres, provavelmente seriam duas irmãs bem diferentes, mas com alguma coisinha em comum.

Alguns identificariam as semelhanças logo de cara. Outros, talvez, demorassem mais para notar qualquer traço parecido. Por fim, teriam aqueles que não se conformariam com o parentesco, porque, por mais que tentassem, jamais reconheceriam uma na outra.

Sou carioca e moro em São Paulo há 4 anos. Vira e mexe me vejo comparando as duas cidades, seus habitantes, costumes, o modo de viver, de falar, de levar a vida.

Como tudo na vida, as duas cidades têm vantagens e desvantagens. Prós e contras.

O Rio seria a irmã despojada, que acorda e sai de cara lavada. Que adora sol e não reclama do calor, mesmo que tenha que ir trabalhar no centro da cidade. Verão é a melhor estação do ano. Dia nublado, cinza, "beige" dá uma preguiça... O Rio é colorido e o céu azul, um presente de Deus.

São Paulo seria a irmã mais séria. Aquela que só sai de casa quando tem certeza de que está tudo nos trinques. Cabelo penteado, bolsa combinando, sapato apropriado e maquiagem em dia. Mesmo que esteja de roupa de ginástica. Para ela a temperatura ideal é sol com frio. Qualquer estação pode ser boa, desde que não faça calor. Os dias cinzentos não atrapalham a sua rotina. Ela já se acostumou...


Curiosidades sobre os paulistanos:


Usar roupa de ginástica mesmo que não seja para ir a ginástica é uma característica super "local" e muitíssimo prática. Eu adoto várias vezes, principalmente quando não estou com paciência/tempo/ vontade de pensar em que roupa usar logo de manhã e não tenho nenhuma obrigação específica. Um exemplo: ir ao mercado e depois levar as filhas para o clube. Pronto. Roupa de ginástica é perfeito!


Outro dia me disseram que o céu de São Paulo é como se tivesse insulfilme. Fiquei arrasada. Mas para os paulistanos isso é perfeitamente normal. Não incomoda.

Aliás acho que maioria dos paulistanos não gosta de calor. Notei que reclamam (horrores!) e têm sofrido loucamente nos últimos dias. Muitos acham que, se não é para estar na praia, melhor que faça frio e possam se cobrir com casacos. Acho que a raíz desse pensamento está láaa atrás. Hoje, não entendo o motivo. Pelo menos não por parte dos que tem piscina e ar condicionado em casa. Sem falar que no calor dá para fazer muito mais programas a ar livre...

Mas o frio também tem as suas vantagens e uma dela é que apetece.Talvez essa seja uma das razões que faz com que aqui tenha restaurantes tão bons. E, talvez, pela razão inversa, a melhor sorveteria de SP (e do Brasil), o Mil Frutas, seja carioca. O calor pede sorvete!

Outra curiosidade que me diverte. Apesar do paulistano ser mais formal, aqui ninguém chama ninguém pelo nome, só pela primeira sílaba e, salvo raras exceções, as duas primeiras. Daniela que "Dani" (mas pode perfeitamente virar "Dã"). Fora isso, Maria vira "Ma", Flávia vira "Flá", Monica vira "Mô" e por aí vai. Não pensem que isso só vale para nomes femininos. Nada disso. Pedro vira "Pe", Eduardo vira "Du" ou "Edu", Gustavo vira "Gu".

Caso você tenha o seu filho aqui, pense antes no apelido que ele vai ser chamado. Se você não gosta de "Bê", não escolha o nome Bernardo. Se não gosta de "Tá"não escolha Tatiana. Escolha o nome e o apelido ao mesmo tempo para depois não se arrepender.

Agora um detalhe importantíssimo: nunca chame São Paulo de sampa. Isso é coisa de quem, definitivamente, não é daqui.

Já aprendi!

p.s_ Melhor dos mundos?? Poder aproveitar o que cada cidade oferece de melhor. E são muitas coisas!!!