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domingo, 28 de abril de 2013

Chegando em SP - Mudei para SP. E agora??


Inslee Haynes - www.inslee.com
Julho, por conta das férias, é uma época em que muitas pessoas aproveitam para mudar.Assim, acaba sendo um mês em que muitas pessoas chegam em SP.

Lembro de quando mudei para cá. Não foi em julho, janeiro ou fevereiro. Não era época de férias. Foi no dia 22 de maio (dia de Santa Rita)de 2005. Já já completam 8 anos e lembro daquele dia como se fosse ontem. Chovia cântaros. O vôo atrasou horrores e quando aterrissou me vi numa cidade escura, impessoal e gelada. Dizem que a 1a impressão é a que fica. Faz sentido. Demorei 2 anos para desfazer aquela imagem inicial.

Precisei comprar roupas quentinhas para as minhas filhas, na época uma tinha 8 meses e meio e a outra 2 anos e meio. Comprei também aquecedores para os quartos. Aliás, adoraria ter recebido a dica de comprar aparelhos de ar condicionados com a função "aquecer". Fica para quem estiver chegando!

Ficava horrorizada em ver dias nublados e chuvosos se repetindo semanas a fio. No Rio, raramente chove mais do que 2 dias seguidos. O sol predomina sempre. Aqui, como diz o marido de uma amiga (que acabou voltando para o Rio), parece que o céu tem insulfilme. Não estou dizendo isso para desaninmar ninguém. Muito pelo contrário. Tenho certeza de que se eu tivesse ficado sabendo de várias coisas sobre a cidade quando cheguei, talvez até tivesse me adaptado antes. Penei mas me adaptei. Mesmo!

Certa vez, numa jantar, ouvi de uma americana residente em SP o que considero a melhor definição sobre a cidade. Eu tinha acabado de chegar e pouca coisa me animava. Ela simplesmente me disse: "SP grows on you". No dia, não entendi o que ela queria dizer. Hoje, sinto exatamente isso. SP não é uma cidade maravilhosa. SP não tem o Cristo de braços abertos. SP não tem encantos mil, mas mesmo assim seduz. E a cidade foi me seduzindo um pouquinho a cada dia. Todos os dias. É uma cidade inteligente. Hoje, apesar do frio e da chuva, gosto de morar aqui. SP conquista sendo o que ela é e nada mais. E como ela desempenha muito bem o seu papel, isso basta. Até nisso SP é profissional.

Fiz uma listinhas de algumas coisas que todo mundo que muda para cá deveria saber. Aliás, quem tiver dicas que não estejam aqui é só comentar. Todas as dicas são mais do que bem-vindas. Sempre!

Onde Morar
A escolha do lugar para onde se mudar é um ponto que eu considero importantíssimo. Não acreditem no que algumas pessoas dizem que em SP ninguém anda a pé. Andam sim, só que não é em qualquer bairro que dá para fazer isso. Pense (bem) no seu estilo de vida.Se andar a pé for importante na sua vida (para mim é), não abra mão, mesmo que para isso você precise escolher um apartamento menor por um preço maior do que em outros bairros. É qualidade de vida.

Aliás, o preço dos imóveis é outra questão que merece ser tratada com cuidado. Existia um mito de que em SP os imóveis eram "baratinhos" quando comparados aos imóveis no RJ. Infelizmente, não é bem assim. De uns tempos para cá, alguns bairros tiveram grande valorização e isso refletiu tanto no valor de compra como no valor do aluguel dos imóveis.

Definitivamente o que faz a maior diferença nos preços é o bairro.
Morumbi, Panamby, Brooklin, Butantã são lugares - geralmente- mais baratos- não que seja baratérrimo, hein.
Cidade Jardim, mesmo sendo do lado de lá da ponte é super valorizado, ainda mais se o prédio for novo, grande (mais de 300m2) e tiver infra.
O Real Parque- um bairro simpático cheio de cariocas - também costuma ter preços melhores e apartamentos grandes. Para quem simpatizar com o bairro, a dica é procurar o mais próximo da pracinha possível ou no comecinho da Rua São Paulo Antigo, perto da Rua Oscar Americano.

Morar em casas em SP também é mais comum do que no Rio, só depende do tamanho da coragem de cada um. Já foi o tempo que as casas de condomínio tinham preços bons (cheguei depois disso). Hoje, por conta da segurança que oferecem e por serem menos vulneráveis do que as casas de rua, os preços subiram abruptamente.

Casas de rua tem aos montes. É só ter paciência até encontrar a que melhor atenda as necessidades.

Escolas
Para quem está vindo com crianças em idade escolar, uma boa notícia: SP tem várias escolas boas. Logo que cheguei aqui, escolhi uma escola pequena, de bairro, nos moldes da pré-escola que a minha filha estudava no Rio. Não fiquei lá muito tempo. Mudar é também amadurecer e rever conceitos antigos. Se SP oferece escolas grandes, com bosque, ar livre, espaço para correr, área verde, porque não experimentar? No Rio era uma coisa, as opções eram outras.
Aprendi que não dá para tentar encontrar o Rio em SP.O Rio é maravilhoso porque é o que é e SP também pode ser maravilhosa sendo o que é. Simples assim. Para quem mora aqui o desafio é tentar descobrir o melhor que SP pode oferecer. Me dedico a isso todos os dias e fico feliz de ver a quantidade de coisas que tenho descoberto.

Clubes
Se associar a algum clube daqui não significa que você tenha que frequentar aquele lugar diariamente, mas é uma opção para passear com as crianças pequenas, um lugar para elas fazerem aulas de esportes (natação, ballet, judô, iniciação aos esportes) sem precisar ficar no trânsito, de um lugar a outro. Como todo mundo sabe, o trânsito em SP é punk e o máximo que dê para "otimizar" percursos, melhor. Já pensou: Filha no ballet no Itaim, filho no futebol no Jockey, na cidade jardim, natação sei lá aonde e assim por diante? O dia seria inteirinho no carro. Literalmente.

Por falar em trânsito, outra ressalva. Têm horários de pico em que a cidade (de fato) pára. Não é sempre, graças a Deus. O pior é de manhã e no fim da tarde/início da noite. Nem adianta ficar histérica. Se for perto do horário da saída da escola das crianças é desesperador mesmo (pior se for dia de jogo ou show e você morar do outro lado – desisti de cruzar a ponte!). Uma dica que ajuda é ter à mão o telefone de outra mãe da classe para qualquer emergência. Algum dia você vai precisar (a não ser que o seu “esquema” seja excepcional).

Dizem que é dificílimo dirigir em SP. Sou um bom exemplo de que existe algum exagero nessa afirmação. Desde que me entendo por gente sou uma negação com mapas. Nunca soube me encontrar neles. Em viagens, jamais fui a que dá as coordenadas da estrada. Aqui tive que me virar. Aprendi a me achar em SP com um guia 4 rodas (não tinha gps). Hoje, ele está todo amassado, super usado e manuseado mas ainda mora no porta-luva do meu carro – apesar de todos os gadgets que também uso. Cheguei a ganhar um GPS mas depois da 1a vez que ele saiu do ar me deixando totalmente "na mão", dei para o meu irmão (isso foi anos atrás). Daí em diante nunca mais larguei o meu velho e fiel guiazinho de papel. Mão na roda- literalmente!

Parques
No início, eu achava um super programa de índio ir ao Ibirapuera nos finais de semana. Muita gente ainda acha isso. Talvez até seja- fica lotado- mas se o dia estiver bonito, qual o problema? Ar livre faz bem a alma. A dica é ver qual o parque mais perto da sua casa e levar as crianças sempre que der. Andar de patins, de bicicleta e fazer piquenique no parque é uma delícia. Sempre que posso bato ponto no Parque do Povo. Adoro!

Por hoje é isso. Qualquer coisa estou às ordens. Boa semana!






sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Dicas para quem está se mudando para SP (Bem-vindos!!)



Reproduçao (com alguns acréscimos) de um textinho que fiz em julho do ano passado.

Janeiro, fevereiro e julho, por conta das férias, é uma época em que muitas pessoas aproveitam para mudar e, assim, acabam sendo um meses em que muitas pessoas chegam em SP.

Lembro de quando mudei para cá. Não foi em julho, em janeiro ou fevereiro. Não era época de férias. Foi no dia 22 de maio (dia de Santa Rita)de 2005. Já tem 4 anos e lembro daquele dia como se fosse ontem. Chovia cântaros. O vôo atrasou horrores e quando aterrissou me vi numa cidade escura, impessoal e gelada. Dizem que a 1a impressão é a que fica. Faz sentido. Demorei 2 anos para desfazer aquela imagem inicial.

Precisei comprar roupas quentinhas para as minhas filhas, na época uma tinha 8 meses e meio e a outra quase 3 anos. Comprei também aquecedores para os quartos. Aliás, adoraria ter recebido a dica de comprar aparelhos de ar condicionados com a função "aquecer". Fica para quem estiver chegando! Ficava horrorizada em ver dias nublados e chuvosos se repetindo semanas a fio. No Rio, raramente chove mais do que 2 dias seguidos. O sol predomina, sempre. Em SP, como diz o marido de uma amiga (que acabou voltando para o Rio), parece que o céu tem insulfilme. Não estou dizendo isso para desaninmar ninguém. Muito pelo contrário. Tenho certeza de que se eu tivesse ficado sabendo de várias coisas sobre a cidade quando cheguei, talvez até tivesse me adaptado antes. Penei mas me adaptei. Mesmo!

Certa vez, numa jantar, ouvi de uma americana residente em SP o que considero a melhor definição sobre a cidade. Eu tinha acabado de chegar e pouca coisa me animava. Ela simplesmente me disse: "SP grows on you". No dia, não entendi exatamente o que ela queria dizer. Hoje, sinto exatamente isso. SP não é uma cidade maravilhosa. SP não tem o Cristo de braços abertos. SP não tem encantos mil, mas mesmo assim seduz. E a cidadela foi me seduzindo um pouquinho a cada dia. Todos os dias. É uma cidade inteligente. Hoje, apesar do frio e da chuva, gosto de morar aqui. SP conquista sendo o que ela é e nada mais. E como ela desempenha muito bem o seu papel, isso basta. Aé nisso SP é profissional.

Fiz uma listinhas de algumas coisas que todo mundo que muda para cá deveria saber. Aliás, quem tiver dicas que não estejam aqui é só comentar. Todas as dicas são mais do que bem-vindas. Sempre!

Onde Morar
A escolha do lugar para onde se mudar é um ponto que eu considero importantíssimo. Não acreditem no que algumas pessoas dizem que em SP ninguém anda a pé. Andam sim, só que não é em qualquer bairro que dá para fazer isso. Pense (bem) no seu estilo de vida.Se andar a pé for importante na sua vida (para mim é), não abra mão, mesmo que para isso você precise escolher um apartamento menor por um preço maior do que em outros bairros.

Aliás, o preço dos imóveis é outra questão que merece ser tratada com cuidado. Existe um mito de que em SP os imóveis são "baratinhos" quando comparados aos imóveis no RJ. Infelizmente, não é bem assim. De uns tempos para cá, alguns bairros tiveram grande valorização e isso refletiu tanto no valor de compra como no valor do aluguel dos imóveis.

Definitivamente o que faz a maior diferença nos preços é o bairro.
Morumbi, Panamby, Brooklin, Butantã são lugares - geralmente- mais baratos- não que seja baratérrimo, hein. Cidade Jardim, mesmo sendo do lado de lá da ponte é supervalorizado, ainda mais se o prédio for novo, grande (mais de 300m2) e tiver infra. O Real Parque- um bairro simpático cheio de cariocas - também costuma ter preços melhores e apartamentos grandes. Para quem simpatizar com o bairro, a dica é procurar o mais próximo da pracinha possível ou no comecinho da Rua São Paulo Antigo, perto da Rua Oscar Americano.

Morar em casas em SP também é mais comum do que no Rio, só depende do tamanho da coragem de cada um. Já foi o tempo que as casas de condomínio lá tinham preços bons (cheguei depois). Hoje, por conta da segurança que oferecem e por serem menos vulneráveis do que as casas de rua, os preços subiram abruptamente.
Casas de rua tem aos montes. É só ter paciência até encontrar a que melhor atenda as necessidades.

Escolas
Para quem está vindo com crianças em idade escolar, uma boa notícia: SP tem várias escolas boas. Logo que cheguei aqui, escolhi uma escola pequena, de bairro, nos moldes da pré-escola que a minha filha estudava no Rio. Não fiquei lá muito tempo. Mudar é também amadurecer e rever conceitos antigos. Se SP oferece escolas grandes, com bosque, ar livre, espaço para correr, área verde, pq não experimentar? No Rio era uma coisa, as opções eram outras. Aprendi que não dá para tentar encontrar o Rio em SP.O Rio é maravilhoso pq é o que é e SP também é maravilhosa pq é o que é. Simples assim. Para quem mora aqui o desafio é tentar descobrir o melhor que SP pode oferecer. Me dedico a isso todos os dias e fico feliz de ver a quantidade de coisas maravilhosas que descubro.

Clubes
Se associar a algum clube daqui não significa que você tenha que frequentar aquele lugar diariamente, mas é uma opção para passear com as crianças pequenas, um lugar para elas fazerem aulas de esportes (natação, ballet, judô, iniciação aos esportes) sem precisar no trânsito, de um lugar a outro. Como todo mundo sabe, o trânsito em SP é punk e o máximo que dê para "otimizar" percursos, melhor. Já pensou: Filha no ballet no Itaim, filho no futebol no Jockey, na cidade jardim, natação sei lá aonde e assim por diante? O dia seria inteirinho no carro...

Por falar em trânsito, outra ressalva. Tem horários de pico em que, realmente, a cidade pára, mas não é sempre. O pior é de manhã e no fim da tarde/início da noite. Nem adianta ficar histérica. Se for perto do horário da saída da escola das crianças é desesperador mesmo (pior se for dia de jogo!!!). Uma dica que ajuda é ter à mão o telefone de outra mãe da classe para qualquer emergência.

Dizem que é dificílimo dirigir em SP. Sou um bom exemplo de que existe algum exagero nessa afirmação. Desde que me entendo por gente sou uma negação com mapas. Nunca soube me encontrar neles. Em viagens, jamais fui daquelas que dá as coordenadas da estrada. Aqui tive que me virar. Aprendi a me achar em SP com um guia 4 rodas. Hoje, ele está todo amassado, super usado e manuseado mas ainda mora no porta-luva do meu carro. Cheguei a ganhar um GPS mas depois da 1a vez que ele saiu do ar me deixando totalmente "na mão", dei para o meu irmão. Daí em diante nunca mais larguei o meu velho e fiel guiazinho de papel. Mão na roda- literalmente!

Parques
No início, eu achava um super programa de índio ir ao Ibirapuera nos finais de semana. Muita gente ainda acha isso. Talvez até seja- fica lotado- mas se o dia estiver bonito, qual o problema? Ar livre faz bem a alma. A dica é ver qual o parque mais perto da sua casa e levar as crianças sempre que der. Andar de patins, de bici cleta e fazer piquenique no parque é uma delícia. Eu adoro!

Diquinhas úteis para quem mora em SP:

- Ter sempre um sapato extra no carro (quando chove muito a cidade fica submersa. O Morumbi vira "marumbi"e não há sapatilha que resista, ainda mais as mais especiais. No verão, deixo uma melissa e no inverno, um allstar. Já salvaram vários sapatos maravilhosos!

- Se estiver um dia lindo e você quiser pegar uma corzinha, se tiver com tempo, não deixe para o dia seguinte. Ninguém garante que o sol continuará lá.

- Quando der uma festa ao ar livre, se tiver problema de espaço em caso de chuva, orçe um toldo. Vale o investimento.

-A parte do closet destinada a biquinis e afins, diminuirá. A de casacos, capas, sweaters ficará imensamente maior.Pense nisso na hora da arrumação.

-Se você nunca teve uma galocha, talvez seja a hora de repensar o assunto e comprar uma. Eu uso para dedéu no inverno.

_ Sabe aqueles casacos Burberry's? Se você ainda não tem um, não esqueça de colocar na listinha da próxima viagem. É objeto de primeiríssima necessidade por aqui. Como é atemporal acaba sendo um investimento também.

Bom, por hoje é isso. Conforme eu for lembrando de outras coisas, acrescento aqui. Qq coisa estou às ordens. Bom fim de semana.