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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

adoro os textos da Marta Medeiros, principalmente as cronicas que saem aos Domingos na Revista, do Globo.

Ontem, ela escreveu um texto que eu gostei muito.

... e já que estou escrevendo sobre a Marta Medeiros, fica outra dica. no fim do ano li o livro Fora de mim (dela) e cheguei a conclusão que todos problemas dos personagens são explicados no livro Ágape, do Padre Marcelo Rossi, que deve ser lido por todos, independentemente da religião. a leitura eh rápida e o conteúdo objetivo. daqueles livros que devemos ler e reler sempre!!! e se conseguirmos colocar em pratica pelo menos um pouquinho dos ensinamentos, seremos muito, muito melhores.

domingo, 16 de maio de 2010

Martha Medeiros x Woody Allen

Adoro a maneira como a Martha Medeiros escreve como se fosse uma amiga de longa data e que sempre diz o que pensa. Ela sempre dá a sua opinião de maneira clara, simples e sincera. Mais ou menos da mesma forma que a gente bate papo com nossa melhor amiga. Aquela com quem temos intimidade para dizer tudo, sem medo de ser julgada, criticada, execrada. Aquela amiga com quem nos sentimos a vontade para falar tanto sobre as maiores futilidades (quem nunca fala sobre futilidades??), discutir política ou falar sobre assuntos seríssimos, particulares ou do planeta, seja o que for. Não faz diferença o que seja porque existe naturalidade. Uma não tem que concordar em tudo com a outra, nem é isso que se espera de uma melhor amiga- nem de ninguém. Nõ dá para agradar gregos e troianos. Nunca.

Só sei que acabei de ler a coluna da Martha Medeiros de hoje e já estou louca para assistir o novo filme do Woody Allen. E se o filme agradou a uns e não a outros, tanto melhor! Mais um motivo para checar e ter a própria opinião!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Para Refletir:Textinho da Martha Medeiros (adoro!)


DINHEIRO, VAIDADE E VAZIO Autoria: Martha Medeiros


Às vezes, um pensamento se instala dentro de nós motivado pelos acontecimentos mais incongruentes. Primeiro, teve a repercussão da crônica de quarta passada, sobre a barriguinha da modelo Lizzie Muller. A maior parte dos e-mails que recebi era de homens jurando que valorizam suas mulheres do jeito que são e que buscar um corpo perfeito é paranoia nossa, e eu acredito neles, então por que sucumbimos a um padrão irreal e fazemos loucuras para atingi-lo?
Semana passada, também soube que numa reunião de condomínio foi aprovado um orçamento de R$ 87 mil para decorar o hall e o salão de festas de um prédio. O bom gosto e o conforto de um ambiente coletivo e pouco utilizado precisa passar por uma conta abusiva?

Vou seguir tergiversando. Estive no Uruguai no último feriado e fiz um programa que nunca faço: fui ao cassino. Não me atraem os jogos de azar, mas minha filha, 18 anos recém feitos, ficou curiosa em conhecer o ambiente e topei, até porque recentemente nos divertimos vendo o ótimo filme Se Beber, Não Case, que se passa em Las Vegas. Então, lá fomos nós perder uns trocos de livre e espontânea vontade. Mas enquanto a gente brincava de jogar, com dinheiro contado para a experiência, havia à nossa volta gente apostando alto, largando dezenas de notas de US$ 100 sobre a mesa da roleta como se aquilo não valesse nada. Perdiam, jogavam mais, perdiam mais, e não eram viciados, que vício é doença e respeito. Eram mulheres e homens gastando simplesmente porque tinham grana sobrando. É o mesmo impulso de quem compra uma bolsa de R$ 10 mil: compro porque posso, porque quero, porque faço com meu dinheiro o que bem entender. Mas uma bolsa de menos dígitos não surtiria o mesmo efeito? A pergunta que engloba todas até agora aqui feitas: por que tanta gente está precisando de tanto?

Perfeição, beleza, luxo. Eu não seria louca de desprezar a vaidade humana. Encaro essas buscas como algo legítimo, natural e saudável — até certo ponto. Mas qual o ponto certo? O meu limite é diferente do limite de quem se contenta com artigos de camelô, e também diferente do limite de quem só exige do bom e do melhor, sem concessões. Ou seja, “até certo ponto” é uma total abstração. Pessoas estabelecem a própria média de acordo com seu bolso e suas carências.

Sendo assim, uma medida genérica poderia ser a do vazio existencial de cada um. Será que estamos gastando em cirurgias estéticas desnecessárias, em grifes de preço imoral e em hábitos quase cafonas de tão ostensivos por um prazer pessoal genuíno, ou apenas para nos compensar? É fato: quanto mais sem sentido está a nossa vida, mais ficamos tentados a consumir. Quanto menos admiramos a nós mesmos, mais necessitamos da aprovação alheia. Quanto mais equivocado foi o caminho que escolhemos, mais tentamos dar a ele algum significado fictício. Quanto menos sabemos lidar com nossa solidão, mais precisamos atrair holofotes.Passei essa semana tergiversando, como se pode notar, tudo para concluir o óbvio. Temos gastado muito e nos dado pouco valor.