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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Dica (prá pensar) : Jellystone e Itaim Bibi Semelhança ou Coincidência???

Imagem do site:http://bearabrasives.com/

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Só uma pontinha do verde que está prestes a virar cinza...

No sábado, assisti o filme do Zé Colmeia com as meninas. Adorei!

Só fiquei perplexa com o fato de que, no filme, o Prefeito da cidade pouco se importava com a área verde que o Parque JellyStone representava. Ele só estava preocupado em "fazer caixa"e se reeleger. Que coisa feia, hein?


Enquanto isso, aqui em SP, também estão querendo acabar com uma enorme área verde no coração do Itaim, por um motivo muito, muito parecido. Construções, construções e construções. Verde? Para que?? Não rende $$.


Uma pena. Uma vergonha!


Mas tomara que o nosso Prefeito seja diferente do do filme (acho que malvados assim só em ficção) e que o destino do recanto verde no Itaim seja o mesmo do parque, no filme. Que seja preservado!!! Final feliz faz bem sempre!!!!!


Prezado Senhor Prefeito, mostre prá gente que aqui não é assim. Que o senhor se importa e quer uma cidade limpa. Literalmente!!!


Agradecemos penhoradamente!!!!!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Salve o Itaim- Divulguem e Ajudem!!!!!!!!!!!!

Ainda resta verde. Pássaros cantam. Crianças estudam e brincam. Mães deixam seus filhos nas creches e vão trabalhar. Posto de Saúde. Teatro. Biblioteca. APAE. Dizem (nem posso acreditar vocês podem?) que querem acabar com isso. Mas será o benedito???


Passei o final de semana passado no Rio. Voltei no Domingo. Lá estava sol e o céu, azul.Aqui chovia e a cor cinza predominava na paisagem, como costuma ser.

Até aí nenhuma novidade e nenhum problema. Aprendi a gostar de SP como SP é.

Estávamos na Marginal e como previu uma amiga carioca que mudou para a cidade anos atrás, hoje, quando volto de viagem e vejo a Marginal Pinheiros já me sinto em casa. Lar é onde mora o coração e o meu está aqui.

De repente o celular tocou. Era outra amiga carioca que comprou apartamento na cidade com uma notícia bombástica.

Eis que um quarteirão do Itaim Bibi está ameaçado de ser “entregue” pela Prefeitura, sob forma de “permuta”, para a construtora que se dispuser a construir mais creches pelo menor preço. Se isso já é suficiente para chocar, imaginem a sensação que fica quando a tal amiga lê que o tal quarteirão está avaliado em 20 milhões de reais, de acordo com o artigo que saiu no jornal A Folha de São Paulo, do dia  5 de dezembro de 2010.

Resumindo: estão querendo entregar de mão beijada uma das raras áreas verdes da cidade onde tem árvores frondosas e lindas, passarinhos que cantam e encantam, pessoas que ainda andam pelas ruas, e o que é mais incrível e maravilhoso, que tem  posto de saúde, escola pública, creche, biblioteca pública, teatro,  APAE. Enfim, um quarteirão que é uma jóia da cidade, que deveria ser mantido eternamente porque se destaca justamente por só ter coisas boas – NATUREZA,SAÚDE, CULTURA, EDUCAÇÃO, SOLIDARIEDADE juntos numa única quadra.

Um quarteirão que se destaca por ser um refúgio verde no meio dessa selva de cimento e pedras cheia de prédios que sobem para cima e pelos lados, poluindo visualmente a cidade. Onde está a Cidade Limpa? Será que 20 milhões de reais pagam um quarteirão com tanto verde, com tanta história, com tanta vida viva? Se ali subir um edifício qual sera o valor de cada unidade? Que ironia estarmos falando em poluição visual aqui. Mas é o que cabe dizer. É a pergunta que fica, principalmente quando lembramos genuinamente no quanto acreditamos no projeto Cidade Limpa.

Queremos uma Cidade Limpa. Literalmente.

Não adianta apenas tirarmos os outdoors e uniformizarmos os letreiros se as árvores serão duramente arrancadas, a cultura, cimentada, escolas públicas destruídas, creches demolidas como se jamais tivessem estado ali. Posto de Saúde. É. Posto de Saúde. Bom, nesse caso será menos um. Será que SP tem tantos postos de saúde assim que ter um a menos sequer faça falta? Não é o que parece…

Se o tal projeto for adiante, e pedimos a Deus que não vá, é capaz que tudo que está naquele quarteirão hoje deixe de existir como se jamais tivesse existido. É capaz que todas as instituições louváveis que há anos estão esbelecidas ali simplesmente deixem de existir, sejam aterradas e, sobre elas, mais um edifício-ou vários- sejam construídos. É capaz- e muito provável também- que poucas unidades vendidas cheguem ao preço que o terreno inteiro está avaliado.  É. Avaliar um terreno daquele tamanho e naquele lugar pelo preço mencionado na reportagem chega a ser aviltante. Todo mundo sabe que  nesses mega prédios o metro quadrado chega a custar R$15.000,00. Fizeram as contas?

Mas espero que nada disso seja verdade. Não combina com o “Cidade Limpa”. Matar plantas, tirar os pássaros do seu habitat, destruir cultura, aterrar biblioteca, acabar com posto público, escolas, creches, APAE. Isso é um massacre para não dizer nada pior.

Definitivamente deve ter alguma coisa errada. Ninguém, em sã consciência, e que tenha um mínimo de amor pela cidade onde mora faria uma coisa dessas para dar espaço para mais prédios, mais construções, mais cinza, mais congestionamento. Menos ainda o seu próprio Prefeito. Um homem que criou com tanto sucesso (e todo mérito) o Cidade Limpa. Um homem preocupado e engajado em dar a cidade de SP a visibilidade que ela merece. Isso realmente não combina com ele. Deve ter alguma coisa errada nessas informações. Espero que sim.

Mas caso tudo isso seja verdade, nem tudo está perdido nem é hora de desistir. Resta nos unirmos e pedirmos  que o Prefeito nos escute e analise a nossa proposta. Ele certamente o fará, afinal é um homem sério e foi eleito graças a sua reputação e seu projeto em fazer de SP um lugar melhor para se viver. Ele não nos decepcionaria assim!

Aos fatos. Se o que a prefeitura precisa é de R$20 milhões de reais (!) para construir mais creches, porque não deixarmos o quarteirão como está, nos unirmos e pedirmos ajuda aos vizinhos – nesse caso leia-se bancos, empresas, investidores e “compramos” o tal quarteirão? Assim, o Prefeito poderá construir suas creches sem acabar com tudo o que já existe. Se ele ainda não pensou nisso, certamente ficará feliz quando souber que não precisará “entregar” o quarteirão para nenhuma construtora acimentar todo aquele verde, tanta história e matar tanta vida e natureza viva.

Da mesma forma que hoje o Banco Santander “patrocina”o Parque do povo, conseguiremos que outros adotem esse terreno sem deixar ali tantos órfãos em prol de mais construções. O Prefeito certamente ficará feliz e aliviado.  E nós também! 

Ana Paula Maciel